domingo, julho 31, 2011

Liga Portuguesa de Futebol espera um ano muito competitivo

Está para breve mais um arranque do campeonato principal de futebol português e a Caganita dá-lhe todos os detalhes sobre a competição. São dezasseis equipas, cada uma com onze jogadores em campo, mais alguns suplentes que são os que ficam sentados num banco sem fazer nada, a tentar marcar mais golos do que o adversário. Pronto, os detalhes já estão.
Na apresentação oficial da competição, a organização destacou ainda o nível de competitividade muito alto. Este ano prevê-se uma luta muito renhida pelo 11º lugar. Depois de FC Porto (1º), Benfica (2º), SC Braga (3º), Sporting (4º), Guimarães (5º), Marítimo (6º), Nacional (7º), Paços de Ferreira (8º), Rio Ave (9º) e Setúbal (10º), Académica, Beira-Mar, Olhanense e Leiria disputarão o 11º lugar. Sendo que o Gil Vicente e o Feirense tentarão não ficar em último, numa disputa que se prevê muito interessante. Mas as surpresas poderão não ficar por aqui. "Talvez o Paços de Ferreira fique em 9º e o Rio Ave em 8º, por exemplo. Nunca se sabe, o futebol é uma caixinha de surpresas", disse à Caganita o presidente da Liga.
Também nas competições europeias as equipas portuguesas esperam dar cartas. Um jogador do Benfica, de quem após vinte tentativas ainda não conseguimos perceber o nome, disse que já está a estudar seriamente os possíveis adversários. Para começar comprou um livro onde tem escrito o nome de todos os países europeus. "Por exemplo, o Chile não é na Europa. É noutro continente. O mundo tem cinco continentes diferentes", disse esse jogador de quem não conseguimos perceber o nome para concluir que "a Checoslováquia sim, já é na Europa"

Feira Popular vai ter comboio fantasma dedicado ao último Governo PS

Já é oficial. Segundo o que a Caganita apurou, a Feira Popular vai ter um comboio fantasma alusivo ao último governo PS. A ideia nasceu devido à crise por que passa este tipo de entretenimento. "Já ninguém se assusta com os comboios fantasma, por isso pus uma caixinha de sugestões à saída de um carrossel onde perguntava aos utentes o que é que os assustava mais. Quase todos responderam que era o último governo do PS", explicou à nossa publicação Jorge Caramelo, o feirante que teve a iniciativa.
Assim, quem pagar um euro pela entrada poderá rolar sobre carris durante uma viagem em que verá o fantasma de José Sócrates no início a apresentar o PEC I, a meio a apresentar o PEC II e quase no fim a apresentar o PEC III, sempre depois de gritar bem alto "BU!". Mas os fantasmas não se ficarão por aqui. Teixeira dos Santos, por exemplo, ex-ministro das Finanças, aparecerá vestido de Rainha Má a perguntar a um espelho se há alguém mais bonito do que ele. Ana Jorge, ex-ministra da Saúde, surgirá a operar paciente do Hospital Amadora-Sintra já em fase terminal, enquanto a voz de Maria Helena dos Santos André, ex-ministra do Trabalho, ameaçará os viajantes com desemprego para toda a vida.
Caramelo não quis revelar mais nada para já, mas garantiu que em fase de estudo já está também um entretenimento dedicado ao actual governo de Passos Coelho. "Só posso adiantar que será um Poço da Morte", disse.

segunda-feira, julho 18, 2011

Bloco de Esquerda abre brechas

Louçã jogou Monopólio quando era pequenino

A Caganita sabe que o Bloco de Esquerda está prestes a sofrer mais uma grave brecha no seu combate interno. Gil Garcia, líder do Movimento Ruptura-Fer, que expulsar todos os aderentes do Bloco de Esquerda que tenham jogado Monopólio quando eram pequeninos. "Isto porque não queremos acreditar que já adultos ainda joguem essa brincadeira capitalista", explicou.
Vários membros do Movimento Ruptura-FER juntaram-se, assim, este fim de semana num café em Coimbra onde realizaram uma conferência de imprensa em que, para além da Caganita, estavam eles próprios a escrever para o seu próprio jornal. "O problema é que o Monopólio trata de monopólios privados e especulação imobiliária. Devia ser um jogo proibido".
Daniel Oliveira já fez saber que apoia esta iniciativa do movimento Ruptura e vai ainda mais longe, afirmando mesmo que estão explicados os maus resultados do Bloco nas últimas eleições. "O próprio Louçã confessou-me uma vez que jogou Monopólio com os primos quando tinha doze anos", disse suando. "É óbvio que o Bloco precisa de um novo coordenador nacional, mas eu, apesar de ser a pessoa indicada para o lugar e o melhor de todos, não me ponho em bicos de pés", concluiu

domingo, julho 17, 2011

a Moody's e a tanga do diz que disse

As agências de rating são uma tanga, é verdade. A outra verdade é que os portugueses, que agora estão muito chateados com a Moody's por ter baixado a classificação de Portugal para Ba2 (ou lixo), insistiram em acreditar nelas enquanto apenas andavam a foder a vida a outros. É para isso que as agências de rating servem, para foder a vida ora a uns, ora a outros.
O presidente da República, por exemplo, há um ano defendia em nome de todos nós a seriedade das agências de rating e o sistema capitalista que protegem, pondo as mãos no fogo por elas. Esta semana mudou o discurso e descobriu a pólvora: são uma tanga. 
Eu adoro as agências de rating por isso mesmo. É que a tanga delas é a do "diz que disse". Por exemplo, um produto financeiro qualquer sem sustentabilidade nenhuma, vale sempre muito se a agência lhe der uma boa classificação, sendo que é a quem  interessa vender esses produtos que paga às agências de rating para os classificar. É por isso que normalmente essas agências pertencem aos homens mais ricos do mundo, no caso da Moody's o terceiro. O produto é uma merda e todos sabem isso, mas a Moody's disse que era bom...
Os portugueses, no entanto, têm uma boa hipótese de contrariar esta macaquice das agências de rating, já que ninguém é melhor no jogo do "diz que disse". Por exemplo, depois de um partido vencer as eleições é quase impossível encontrar alguém que tenha votado nele. De um momento para o outro parece que todos votaram na oposição porque são contra as políticas do Governo. O governo actual, por exemplo, defende o mesmo modelo económico que a Moody's. Lá está...

segunda-feira, julho 04, 2011

Fernando Nobre adere à Flama

Fernando Nobre aderiu hoje à Flama, Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, e garantiu em conferência de imprensa que abraça esta causa desde pequenino. "Aos cinco anos de idade já era pela independência da Madeira, um arquipélago de que eu gosto muito e onde já fui mais de duas vezes. Três, para ser mais preciso", disse.
Fernando Nobre, recorde-se, foi candidato à Presidência da República o ano passado, altura em que garantiu que nunca se poria ao serviço de nenhum partido. Depois disso, no entanto, foi eleito deputado pelo PSD à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Lisboa, assumindo que só continuaria em funções se fosse eleito presidente daquele órgão, o que não veio a acontecer provocando a sua demissão.
"É na sequência dessa demissão, e de ter demasiado tempo livre, que agora entro para a Flama. Mas assumo aqui perante todo o país, ou melhor, perante toda a Madeira, que ou sou eleito presidente da Flama no espaço de meio ano ou desisto. Depois disso talvez vá para o Exército de Libertação Nacional da Colômbia, causa que também abraço desde pequenino", concluiu.