segunda-feira, dezembro 21, 2009

Pinto da Costa obrigado a... parar...

Ando um bocado chateado com Portugal. No jogo de futebol Benfica - Porto deste fim de semana, um adepto do Benfica aproximou-se do Pinto da Costa e, segundo a tvi "chegou muito perto do presidente dos azuis e brancos, insultou-o e encostou-se mesmo a Pinto da Costa, obrigando o dirigente a parar".
Ora... que raio é isto? Ainda há pouco tempo o Berlusconi, que até é primeiro ministro italiano e não presidente dum clubezeco qualquer, foi agredido com uma réplica em miniatura da catedral da Praça do Duomo em Milão e acabou no hospital. O mesmo Berlusconi já tinha sido agredido uma vez, em Roma, com um tripé duma máquina fotográfica. O Bush, por exemplo, quando era presidente dos EUA e não dum clubezeco qualquer, levou uma sapatada durante uma conferência de imprensa em Bagdade.
Ora... aqui em Portugal o que é que os agressores fazem ao presidente dum clubezeco qualquer e não ao primeiro-ministro ou ao presidente? Chegam-se perto, insultam-no e obrigam-no a parar. Estou mesmo a imaginar a conversa deste mentecapto com os seus colegas dos No Name Boys: "Epá, hoje cheguei ao pé do Pinto da Costa e... e... e... e encostei-me a ele e obriguei-o a parar". Camóne! Que é isto? Podiam agredir o homem com uma réplica em miniatura da Torre dos Clérigos, se quisessem atribuir ao gesto uma carga cultural; podiam atirar-lhe um sapato da Aerosoles, se quisessem simultaneamente protestar com a crise na indústria do calçado em Portugal. Mas não... obrigam-no a parar e isso é notícia na tvi...

sexta-feira, dezembro 18, 2009

arbeit macht frei


Roubaram a inscrição “Arbeit macht frei” (“o trabalho liberta”), afixada à entrada do campo de concentração nazi de Auschwitz. Ora... roubar aquilo deve ter dado uma trabalheira do caraças. Será que se a polícia apanhar os ladrões, depois os liberta?

quinta-feira, dezembro 17, 2009

aquecimento global

O pessoal está todo reunido em Copenhaga por causa do aquecimento global e, tanto quanto parece, os países ricos querem que o planeta aqueça e os países pobres querem que o planeta não aqueça. Eu cá sou a favor do aquecimento quase global. Acho que se podia fazer a vontade a todos e aquecer só o planeta nos países ricos. É que os países pobres são normalmente os africanos e lá, de facto, já há calor que chegue. Por outro lado acho que aquecer a América do Norte e a Europa faz todo o sentido. Ainda hoje para sair de casa tive que vestir três camisolas e um sobretudo, o que está mal e é injusto. Na China e na Índia não tenho opinião porque nunca lá fui e eu sou daqueles que não emito opiniões sobre coisas que não sei.
Lanço portanto aqui o desafio ao pessoal da cimeira: que tenha a coragem de aquecer o planeta só onde é preciso. Mas atenção, aqui em Portugal aqueçam isto só no Outono e no Inverno. É que no Verão já estamos remediados de calor. Ontem tive uma conversa muito séria sobre esta questão com a minha prima Jesualda, que trabalha muito à noite, ali para o lados da baixa da cidade, e ela é da mesma opinião que eu. Ela e todas as colegas de trabalho dela, que até são todas ucranianas e bielorrusas e portanto com grandes conhecimentos porque tiraram cursos no estrangeiro. Diz-me ela que trabalhar à noite com este frio e ainda por cima com pouca roupa é muito difícil e portanto o planeta podia aquecer um bocadinho que não fazia mal nenhum.
A propósito, nem sei muito bem em que é que a minha prima trabalha... mas pronto, em poucas palavras fiz aquilo que a cimeira de Copenhaga ainda não conseguiu fazer em quase duas semanas: decidir o que é melhor para todos. Se não fosse eu...